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ESTE BLOG APRESENTA TODA NOSSA EXPERIÊNCIA VIVIDA NO PROGRAMA GESTAR II DE LÍNGUA PORTUGUESA.

 "A direção na qual a educação coloca um homem 
determina a sua vida futura" (Platão)

11/07/2009
25/07/2009



Sessão Presncial Coletiva
Unidade 13



TP4 – Leitura e Processos de Leitura


Continuamos refletindo para construção do conhecimento e de novas praticas de ensino.
O TP4 em estudo trata dos processos de leitura e escrita, iniciando com o texto sobre leitura, escrita e cultura e seguindo, nas unidades 14 e 15, com a discussão sobre processos de leitura. Para finalizar o caderno, discutimos a unidade 16 que relaciona as crenças e os fazeres na produção textual.

A unidade 13 trabalha as concepções de letramento que considera tanto a escrita como a leitura como pratias sociais é a base para todo ensino a partir de textos, desse conceito, decorre a importância da discussão inicial do tema em estreita relação com a cultura.

Nessa unidade, cujo tema desenvolvido é diversidade cultura: cultura, identidade e conflito, estudamos a relação entre a cultura e os usos sociais e funções da escrita nos contextos em que vivemos e sua importância para o ensino.

A partir dessa relação, o conceito de letramento amplia o seu significado, passando a ser utilizado para indicar as funções e usos sociais da leitura e da escrita. Podemos compreender que as práticas e as funções e os usos da leitura e escrita, em diferentes culturas, estão interligadas. E é na escola que se desenvolvem as práticas e os usos que se faz da escrita na sociedade.

A escrita transforma a forma de nos comunicarmos, de acordo com a situação sociocomunicativa. Escrever é uma atividade importante porque exerce diferentes funções comunicativas e finalidades e a prática da escrita deve preparar os alunos para se comunicarem adequadamente nas diferentes funções que venha a ocupar, na continuidade do cotidiano. Cabe à escola ensinar cada aluno a observar o mundo que o rodeia, a desenvover sua capacidade criativa, sua voz de autor, seu estilo, é o que nos reporta os conceitos teóricos dessa unidade.

De acordo com Almeida(19997.16), “muitas vezes, a escola esquece que educação é um problema social, e encara-lo como problema pedagógico. Sem o menor respeito, pelas condições de vida de seus freqüentadores...
Assim vimos muitos professores de português tragicamente ensinando conteúdos gramaticais. Essas crianças passarão alguns anos na escola, mas nunca serão o sujeito da suas próprias historias”.

Muitas vezes, nos tornamos preocupados nos perguntando se é ensino ou alienação. Essa situação, ainda, acontece por conta de concepções tradicionais da pratica pedagógica do professor. Conceber a pratica pelo conteúdo é o caminho que se chegará a uma aprendizagem significativa, moldada consciência de mundo e nos conhecimentos prévios que o aprendiz já traz por mieo de sua cultura.
Esta questão se evidencia a partir do momento em que as atividades de escrita tomam rumo diferente enquanto metodologia. A preparação leitura-escrita de forma eficiente depende dos desenvolvimento dessa atividades que nos levam a refletir sobre as deferentes situações sociocomunicativa dos gêneros e as técnicas de leitura e escrita.

Oficina .............................

Trabalhamos o texto “Circuito Fechado” de Ramos. Nessa oportunidade os cursistas em equipes puderam refletir sobre os usos e as funções da escrita nas praticas do cotidiano, privilegiando um olhar cultura sobre a língua. As apresentações dos resultados foram positivas e motivadoras para sua pratica em sala de aula. O texto “Festas Junina” conclui a concepção do letramento, considerando a função que a cultura exerce na comunidade.

Teorizamos o resumindo concluindo que aprendemos a ler e escreve à medida que nos alfabetizamos ao longo da vida e adquirimos experiências nas diversas situações sociocomunicativa.

Ângela Kleimam, em seu livro texto e leitor, dimensionam com bastante clareza a ação do autor e do leitor mediada pelo texto.
“... O leitor constrói, e não apenas recebe um significado global para o texto; ele procura pista formais, antecipa essas pistas, formula e reformula hipóteses, aceita ou rejeita conclusões... Isso não quer dizer que sempre haja necessidade de explicitação, mas que o implícito possa ser inferido, ou por apelo ao texto ou por apelo a outras formas de conhecimento” Acreditamos ser esse o melhor caminho para preparar atividades de leitura – escrita considerando a cultura local como contexto.

    Ao termino, desses registros, minha expectativa como ponto de chegada é a de que a  mediação da letiura-escrita, pelo professor seja motivo, para transformar os alunos em leitores e produtos conscientes e desinibidos.


Na Leitura, o diálogo do texto é com o leitor. Então, vamos dialogar porque a leitura e a escrita são atividades dialógicas.



O QUE É LETRAMENTO

Escola Municipal Rio Branco - Localidade Ema
Letramento não é um gancho
Em que se pendura cada som enunciado
Não é treinamento repetitivo
De um banalidade,
Nem um martelo
Quebrando blocos de gramática.

Letramento é diversão                                                                                        
É leitura à luz de vela                                                                                      
Ou lá fora, à luz do Sol.

São noticias sobre o presidente,
O tempo, os artistas da TV
E mesmo Mônica e Cebolinha
Nos jornais de Domingo

É uma receita de biscoito,
Uma lista de compras, recados colados na geladeira,
Um bilhete de amor,
Telegrama de parabéns e cartas
De velhos amigos

É viajar para países desconhecidos
Sem deixar sua cama
É rir e chorar
Com personagens, heróis e grandes amigos

É um atlas do mundo,.
Sinais de transito, caças ao tesouro,
Manuais, instruções, guias
E orientações em bulas de remédios
Para que você não fique perdido

Letramento, é sobretudo,
Um mapa do coração do homem
Um mapa de quem você é,
E de tudo que você pode ser